Mulheres dão a força ao empreendedorismo no Brasil

Apesar dos obstáculos, elas já são maioria entre donos de negócios em fase inicial e impactam positivamente a economia do país

Por Abril Branded Content

22 ago 2018, 18h24 - Publicado em 20 ago 2018, 16h17

 

Mesmo diante de desafios e preconceitos, cada vez mais mulheres driblam dificuldades com maestria para empreender e desenvolver o propósito da sua empresa (Getty Images/Getty Images)

O empoderamento feminino tem alçado voos altos, inclusive quando se trata de empreendedorismo. Cada vez mais as mulheres criam coragem para começar um negócio e encarar as oscilações de mercado. Prova disso é que elas já são maioria – 51,5% – entre os empresários iniciais do país. Entre os empreendedores já estabelecidos, no entanto, o cenário é bem diferente. Elas ainda estão para atrás – são apenas 42,7% contra 57,3% de homens. Esses dados são do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2016.

A mesma situação foi apontada em levantamento recente do Serasa Experian, que demonstrou que 37% das empresas com sócias mulheres está no grupo definido como “No começo”, que concentra empresas com menos de cinco anos, entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas, pequenas e médias empresas. Do total geral de empresas avaliadas pelo levantamento, lideradas tanto por empreendedores homens quanto mulheres, apenas 29,5% estão nesse grupo. É uma diferença também considerável de mais de sete pontos percentuais.

Enfrentando grandes obstáculos

Os dois estudos sugerem que as mulheres brasileiras conseguem criar novos negócios na mesma proporção que os homens, mas enfrentam mais dificuldades para fazer seus empreendimentos chegarem à fase de amadurecimento. “São muitos os desafios que as mulheres encaram para empreender”, afirma Camila Ribeiro, analista de negócios do Sebrae SP e gestora do programa Mulheres Empreendedoras da Zona Sul.

Entre os principais obstáculos que as mulheres relatam estão preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens e até maior dificuldade de financiamento. Esse problema, aliás, está longe de ser exclusividade brasileira.

Um estudo do Babson College, dos Estados Unidos, mostrou que, enquanto as mulheres detêm cerca de 40% dos negócios do país, apenas perto de 5% de todos os investimentos de capital e apenas 3% do financiamento de capital de risco vão para empresas chefiadas por elas. Quer mais? O estudo indica que, se as mulheres começassem com o mesmo capital que os homens, poderiam somar 6 milhões de empregos à economia norte-americana em cinco anos – 2 milhões deles apenas no primeiro ano.

Além da dificuldade de conseguir crédito, Camila destaca a dificuldade que a mulher enfrenta para administrar o tempo a fim de conciliar casa, família, maternidade e empresa. Além disso, há o desafio da empreendedora com ela mesma. “É comum encontrar algumas mulheres que não se acham capazes de abrir seu próprio negócio e não desenvolvem suas habilidades”, explica. Ou seja, são barreiras que os empreendedores homens – apenas por uma diferença de gênero – não têm de enfrentar.

No entanto, mesmo diante de tantos desafios e preconceitos, a especialista observa cada vez mais mulheres driblando dificuldades com maestria para empreender e desenvolver o propósito da sua empresa. Foi o que fez Luciane Abramo, que decidiu abrir a Óperah Soluções Empresariais em 2002, quando era gerente de TI de uma grande distribuidora de óleo e gás. “Por ser mulher naquele ambiente masculino, me olhavam como alguém fragilizado, sem muitas expectativas”, conta.

Os primeiros anos não foram fáceis. “Eu mal tinha dinheiro para o combustível, usava o limite do banco, dormia menos de quatro horas para estudar e sentia como era difícil para a mulher impor respeito em um universo masculino”, conta. Hoje, com mais de 15 anos de mercado, sua empresa tem centenas de projetos entregues e é uma integradora de soluções em telecom e tecnologia.

Novos caminhos se abrindo

Casos como o de Luciane devem se tornar mais frequentes. Pelo menos, existe uma indicação de que novos caminhos estejam surgindo. É possível observar essa tendência comparando dados dos últimos relatórios GEM. Se hoje as mulheres representam 42,7% dos empreendedores estabelecidos e ficam 14 pontos percentuais atrás dos homens, em 2007, elas eram representavam apenas 38,4% dos empreendedores estabelecidos – uma diferença de 23 pontos percentuais em relação aos 61,6% de homens nesse patamar.

“Sabemos que ainda há um caminho longo a percorrer em busca da equidade de gêneros e respeito às mulheres e suas atividades, mas estamos ganhando mais lutas do que perdendo”, afirma Camila, do Sebrae SP. Para ela, o importante é que todas continuem construindo modelos reais de sucesso, protagonizando suas histórias e, com isso, empoderando outras mulheres.

 (Marcelo Andreguetti/Estúdio ABC)


        

6 tendências tecnológicas que podem ajudar a sua empresa

Seu negócio aceita cartão? Muitos lojistas ficam em dúvida na hora de decidir se devem ou não oferecer essa opção de pagamento. Afinal, quais são as vantagens da máquina de cartão para as vendas? Antes de fazer essa escolha, é preciso prestar muita atenção ao comportamento dos seus clientes.

Hoje os cartões de débito ou crédito são a preferência dos brasileiros para realizar pagamentos, sendo que mais de 70% dos brasileiros optam por esse meio de pagamento em suas compras, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Pensando nisso, listamos neste artigo as principais vantagens da máquina de cartão para o seu negócio. Quer saber mais? Confira a seguir!

Depois de fazer um bom balanço do ano que se encerra, traçar metas para 2019 exige planejamento e inovação

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Com a democratização da tecnologia, soluções mais baratas e até mesmo gratuitas ajudam empreendedores na gestão do seu negócio

Por Abril Branded Content

6 nov 2018, 17h03 - Publicado em 5 nov 2018, 18h46

Trabalho em casa: investimento inicial em negócios do tipo costuma ser reduzido (kate_sept2004/iStockphoto)

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Falar sobre aplicar tecnologias como big data, inteligência artificial e realidade virtual nos negócios pode parecer algo distante para quem é dono de uma pequena ou média empresa. Mas a verdade é que inovações como essas já podem ser grandes aliadas de empreendedores que querem otimizar custos e processos em canais de venda, no atendimento ao cliente, na gestão financeira e até mesmo na forma de receber pagamentos.

“Hoje temos tecnologias disponíveis para todos os tipos de empresa. O que precisa ser feito é um bom planejamento, alinhado com o plano de negócios da companhia, buscando a inovação para se manter competitivo no mercado”, afirma Gerson Ribeiro, professor de comportamento do consumidor digital da pós-graduação da ESPM. Segundo ele, a tecnologia hoje é totalmente acessível e deve ser vista como obrigatória no dia a dia de qualquer empresa.

Para quem quer começar, o segredo é estudar e não ter medo de errar. “O ambiente digital e de inovação muda o tempo todo e o ponto mais importante é planejar, testar, mensurar e planejar novamente, sempre de forma automatizada e baseada em dados”, diz o professor. E o investimento nem sempre precisa ser tão alto.

“Hoje, há soluções mais baratas e tecnologias que conseguem ter um custo de acordo com a necessidade da empresa. No passado, existia muita preocupação quanto ao valor destinado para infraestrutura, máquinas e softwares. Agora, o grande ponto é que as soluções se adequam ao tamanho da empresa”, explica Eduardo Endo, diretor acadêmico dos MBAs da Fiap.

Seja no custo-benefício, na melhoria da experiência do cliente ou na precificação dinâmica dos produtos, são muitas as aplicações para as pequenas e médias empresas. Listamos, a seguir, algumas das tendências tecnológicas e suas vantagens.

Inteligência artificial

 (SoberP/iStockphoto)

Um exemplo é o chatbot, que pode ser utilizado como atendimento ou como ferramenta de vendas. “Há exemplos em que um robô substitui cerca de quatro pessoas na operação, o que torna o negócio mais rentável e escalável”, diz Ribeiro. Segundo ele, outras oportunidades estão relacionadas com a comunicação: qualquer empresa pode trabalhar uma mídia digital 100% automatizada, baseada em metas predefinidas e operada por inteligência artificial.

Realidade virtual

 (Melpomenem/iStockphoto)

Imagine uma rede de hotel trabalhando a experiência de sua hospedagem por realidade virtual. Ou um empreendimento imobiliário lançado 100% por VR. “Conheço casos em que não foi construído estande de vendas, mas uma plataforma que levava toda a experiência do condomínio, inclusive com simulação da vista do apartamento com gravações feitas por drone. Isso leva o consumidor a uma experiência real da compra. Pense no quanto isso pode aumentar a propensão de compra do consumidor”, explica Ribeiro.

Big data

(Rawpixel/iStockphoto)

Muitas empresas não conseguem medir o retorno sobre o investimento de uma venda, quantas vezes cada pessoa faz novas aquisições ao longo de um ano ou quais produtos ela compra. “O futuro da comunicação e dos negócios é entender cada vez mais a jornada de compra do seu consumidor e trabalhar uma mensagem personalizada, que atenda à necessidade do seu cliente. E isso só pode ser feito com um trabalho baseado em dados”, afirma.

Meios de pagamento digitais

 (wundervisuals/iStockphoto)

Esse é um mercado que evoluiu muito nos últimos anos. A tecnologia near field communication (NFC) é a que tem ganhado mais popularidade por permitir que o cliente pague suas compras ou serviços apenas aproximando o celular, relógio ou pulseira de máquinas que suportam a tecnologia. Além de oferecer uma comodidade ao cliente, a empresa ganha praticidade e velocidade em suas vendas. A Rede, por exemplo, oferece também serviços com presença digital. Há maquininhas como a Smart Rede, que contam com uma loja de aplicativos com uma série de ferramentas para emissão de notas fiscais, automação comercial, gestão de estoque, emissão de relatórios e controle de caixa. “Para o pequeno e médio empresário, isso é muito importante, pois colabora com a gestão e, muitas vezes, traz taxas reduzidas para o negócio”, diz.

Internet das coisas

 (mikkelwilliam/iStockphoto)

Câmeras controladas pela internet, contratos automatizados, iluminação inteligente, cartão de ponto virtual. A tecnologia já está dentro das empresas e, muitas vezes, nós não percebemos. “O ponto mais importante é o empresário ter em mente que todo trabalho repetitivo será automatizado. Todo produto que não está alinhado com uma nova óptica de consumo deixará de existir ou será trocado por outro que traga mais valor para a sociedade. Esse pensamento trará inovação e, mais do que isso, competitividade para a empresa.”

Reconhecimento facial

 (wonry/iStockphoto)

Hoje, já existem tecnologias em pontos de venda que conseguem, por meio do reconhecimento facial, realizar pesquisas de satisfação, entender comportamentos diante de um produto e até identificar o consumidor para trabalhar melhor a comunicação direcionada a ele. “No mercado americano, mais maduro com self check-out, já existe o conceito Smile to Pay: pelo reconhecimento facial, os produtos comprados são identificados pelo caixa, e o consumidor simplesmente sorri para o celular, que usa esse sinal como pagamento”, explica.


 

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